12.12.08
ENTREVISTA DE DEZEMBRO: LUCIANO SAMPAIO (1ª parte)
O entrevistado do mês de dezembro é o campeão da Taça Brasília de 2008 e que está atravessando excelente fase. Conheçam um pouco mais de Luciano Sampaio.
01. Faça uma breve apresentação a seu respeito. Onde e quando nasceu? Onde e quando iniciou no futebol de mesa? Como aconteceu seu início na modalidade de três toques? Quais os tipos de regra que você já praticou? Qual a maior satisfação que o futebol de mesa lhe proporcionou?
Nasci em 26/10/1978 em Brasília e sempre morei aqui. Comecei a ter contato com o futebol de mesa desde criança, incentivado por meu pai Álvaro Sampaio que já praticava o esporte há alguns anos. Sempre que possível o acompanhava nos eventos da modalidade, por isso meu contato quase sempre foi com a regra dos três toques, a não ser quando jogava com amigos da minha quadra na “regra” do leva-leva. Minha maior satisfação foi ter tido a oportunidade de crescer e estar sempre envolvido com pessoas maravilhosas (em sua grande maioria de excelente caráter) em meio a uma prática que eu adoro desde criança que é o futebol de mesa.
02. O que o levou a optar pelo futebol de mesa como modalidade esportiva, em detrimento de outro esporte?
Além do ambiente extremamente saudável que cerca a atividade, me agrada muito a busca contínua pela proximidade com o futebol de campo.
03. O que representa o futebol de mesa para você? Quanto tempo de sua semana você dedica à prática do futebol de mesa? Sua família apóia você?
O futebol de mesa tem sido meu principal “hobby”, e desde que retornei a jogar no início do ano, pois passei um período afastado, pratico as terças e sábados. Quanto ao apoio da família, desde criança isso nunca faltou, principalmente por meu pai ter me incentivado a jogar.
04. Qual o nome de seu time e o que o levou a esta escolha?
Como não tive a criatividade dos antigos praticantes do futebol de mesa que criaram escuderias utilizando nomes de músicos, estrelas, bebidas, mafiosos, etc optei por escolher um nome que fazia referência ao meu time do coração, SAMPA.
05. Quais os botonistas que, ao longo de sua carreira, mais o incentivaram?
Eu sempre recebi o incentivo de muitos, porém, além do meu pai, que me apresentou ao esporte e sempre que pôde me envolvia com a prática do futebol de mesa, os botonistas que mais me incentivaram, especialmente no começo, foram Sérgio Motta, principalmente por ter iniciado junto com seu filho Marcelo, e José Carlos Libório, que sempre teve a paciência de me ensinar alguma jogada nova ou algum detalhe da regra. E ainda nos últimos anos, José Ricardo, Antônio Carlos, etc.
06. Quais mais o influenciaram e impressionaram?
Dentre vários botonistas que me influenciaram e impressionaram, eu citaria especialmente Álvaro Sampaio, Sérgio Motta, Libório, José Ricardo, Antônio Carlos, Jan Buarque, Walter Morgado e Paulo César. Eu destacaria ainda uma pessoa de fora de Brasília: Sérgio Burnier.
07. Quais mais o decepcionaram?
Plagiando o Sergio Motta: “Felizmente, poucos, de quem não vale a pena tecer comentários”.
08. Em sua opinião, qual o tipo de time ideal, bainha, altura, diâmetro etc.?
Não acredito que exista um time ideal. Penso que cada botonista deve utilizar um time que se adeque melhor a seu estilo de jogo. No meu caso, prefiro um time não muito leve e não muito pesado, com bainha única (inclinada) e de 6 cm de diâmetro, e ainda com todos os botões iguais.
09. O futebol de mesa não se resume apenas aos títulos e troféus conquistados. Quais foram as suas maiores alegrias na carreira? E as maiores tristezas ou decepções?
Estar envolvido com a prática do futebol de mesa já é uma alegria constante. Já minha maior tristeza foi ter visto meu pai deixar de praticar o esporte, que tanto gosta, por questões de saúde.
10. Qual a sua partida que você chamaria de inesquecível?
Eu citaria duas e que ocorreram recentemente, uma por ter colaborado com minha equipe a vencer o título da Copa Centro-Oeste este ano, 3 x 2 de virada sobre o Zé Luís, de Rio Preto. A outra foi a vitória por 3 x 1 sobre o Antônio Carlos no triangular final da Taça Brasília. Joguei muito bem e, na minha opinião, dominei o jogo do início ao fim, o que foi impressionante, pois, além de ser uma final, o adversário é um dos melhores botonistas do Brasil.
11. Qual a sua pior partida, aquela que você não gostaria de lembrar?
Essa partida não foi a pior em termos de resultado, até porque venci a partida, mas pelo contexto que a cercou, uma vitória sobre o Pires, do Rio, no Campeonato Brasileiro Interclubes realizado em Paty do Alferes. Não bastasse a dificuldade da partida, o campo estava cheio de areia e ventava muito, parecia que estávamos jogando na regra Baiana com um toque para cada lado, pois a bola não parava no campo. Nesse dia até o Pires reclamou da situação do campo.
12. Descreva um fato pitoresco presenciado por você acontecido no futebol de mesa, dentro ou fora da mesa.
Acredito que fatos pitorescos ocorrem quase sempre que nos reunimos, principalmente quando se envolvem Roberto Pessoa, Paulo César, Luiz Cláudio etc. Mas houve um bem interessante. Em um Campeonato Brasileiro realizado em Belo Horizonte, ao final do primeiro dia de jogos, um grupo resolveu “brincar” com uma bola de futebol de salão. Em um determinado momento a bola bateu no rosto do Jan que teve uma lente de seus óculos quebrada. No dia seguinte ele apareceu para jogar com uma palheta grudada no lugar da lente quebrada (e por incrível que pareça continuou jogando muito bem).
13. Existe uma conscientização generalizada em favor do "fair-play" nas competições esportivas. O que tira você do sério numa competição de futebol de mesa?
Quando as pessoas, mesmo com juízes, não acusam faltas, ou querem tirar alguma vantagem em lances duvidosos.
criado por josericardo.almeida
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