BOLINHA DE FELTRO

Blog dedicado ao futebol de mesa do Centro-Oeste

28.8.08

ENTREVISTA DO MÊS DE AGOSTO: SÉRGIO MOTTA (2)

 

15. Qual a competição mais organizada de que você tomou parte?

Tirando alguns pequenos detalhes, as promovidas pela FBFM de uns 4, 5 anos para cá. Quanto aos Campeonatos mais antigos (faz tempo que não participo de um, exceto o realizado aqui em Brasília nesse ano), não existiam os recursos hoje existentes, portanto fica difícil comparar.

16. Quais são as maiores qualidades e os defeitos da regra de três toques?

A tecnicidade (quero ver uns e outros falando isso de uma só vez) exigida. Só joga quem tem muita habilidade, muita destreza. Outra qualidade: das regras que conheço, é, sem dúvida alguma, a que mais se assemelha ao futebol. Defeitos existem, mas perfeitamente sanáveis. É uma regra difícil de ser ensinada (como explicar o “quarto toque” se a base da regra é o “dois pra três”?)

17. A CBFM 3 toques reativou a Comissão de Regras. Na sua opinião, qual a importância dessa ação e quais as mudanças que você julga como fundamentais para a nossa regra?

A reativação da Comissão de Regras é importante na medida em que deverá sanar os defeitos ainda existentes, eliminando vários pontos obscuros, geradores de interpretações distintas. A uniformização das interpretações, assim como a eliminação das várias exceções ainda existentes, é fundamental para a consolidação da regra, acabando com aquela conversa tipo “em Minas eles marcam assim”, “em Brasília marcamos assado”, “no Rio o pessoal entende dessa forma”, etc … Para isso, no entanto, é necessário que, aprovadas as alterações, sejam elas adotadas por todos indistintamente, para não ocorrer o que houve no passado: uns poucos gatos pingados não concordaram com as mudanças e mantiveram a regra antiga.

18. Os botonistas mais novos não vivenciaram a época de ouro da Regra dos 3 toques. Fale-nos daquela saudosa época e diga-nos se vê alguma chance de voltarmos aos bons tempos.

Bons tempos … Não existiam a burocracia, a ânsia de vencer a qualquer custo, a rivalidade exacerbada que se vê hoje, quando os adversários, parece, vão para uma luta de vida ou morte … Na verdade, não vejo muita chance de uma volta àqueles tempos, quando o mais gostoso era jogar e, depois dos jogos, ir tomar umas e outras juntos, numa verdadeira confraternização, independentemente do clube/time que representaram horas antes.

19. Em sua opinião, qual o maior problema enfrentado pela CBFM 3 toques no momento?

A morosidade na renovação de adeptos. Se olharmos para os campeonatos nos últimos 2, 3 anos, os participantes são os mesmos de há 12, 15 anos atrás. O número de “dinossauros” está aumentando, enquanto que o dos novatos mal se altera.

20. Que sugestões você daria para que o nosso movimento volte a crescer?

Simplificação das regras, tornando-a mais fácil de ser ensinada, promoção de mais torneios abertos (há quanto tempo não se houve falar num Aberto que não seja da “regra do dadinho”?)

21. Como você vê o atual momento do futebol de mesa brasiliense? Quais suas sugestões e expectativas em relação ao movimento na região centro-oeste?

De uma forma geral, enfrenta os mesmos problemas com que se depara a CBFM. Com o surgimento do movimento em Goiânia (pessoal “tutto bona gente”), a tendência é melhorar, basta ver o sucesso das Copas Centro-Oeste.

22. Atualmente você ocupa cargo de direção em algum clube, associação, federação ou confederação? Se sim, quais os seus grandes desafios?

Oficialmente faço parte da Diretoria Técnica da Federação Brasiliense de Futebol de Mesa, junto com o José Ricardo e o Adolpho. Auxilio quando necessário (um autêntico “aspone”).

23. Quais são seus projetos para o futuro no nosso movimento?

Tendo em vista a idade (e ainda não me aposentei, pô!!!), me disponho a, tão-somente, continuar auxiliando no que for possível. Projeto de velho é levantar toda manhã, sentir se tem alguma dor nova e, a partir daí, ver o que pode ser feito …

24. Fale-nos um pouco do seu clube atual, a AABB. Quais os problemas que ele vem superando? Quais os projetos para ele?

Aos poucos, o “futmesa na AABB vem conseguindo se firmar em definitivo como mais um “departamento” (ou seria “secretaria”?) do Clube. Ainda estão faltando algumas coisas, mas com o tempo, e muito” papo” junto à sua Diretoria, estará chegando lá …

25. É comum em nossas conversas surgirem listas dos dez mais, o “TOP TEN".
Em sua opinião:
- Quais os dez melhores técnicos da nossa regra?

Se tem uma coisa chata em entrevistas, é essa dos tais “10”. Afinal, não estou respondendo para a revista “Caras” ou outra do gênero … Enfim, lá vai (sem que prevaleça a ordem em que foram citados): Tarcízio Dinoá, José Ricardo Almeida, Antonio Carlos Almeida, Eduardo Almeida, Marcelo Motta, Vander, Lourival, Paulo Caruso, Jan Buarque, Ricardo Motta (quando está a fim), além de outros (Paulo César, quando não fica trocando de time a toda hora) e Luiz Cláudio (esse eu citei apenas para receber um agradecimento por e-mail).

- Quais os dez melhores dirigentes do futebol de mesa com que você já trabalhou?

José Ricardo Almeida (vários anos, cacilda!), Sérgio Netto (não pela organização, mas pela criatividade, pelo entusiasmo, o atual Presidente Domingos, que raramente aparece, mas que foi um dos grandes responsáveis pela reviravolta na organização da FBFM … não dá pra chegar aos 10!

- Quais os dez melhores botonistas com quem já teve oportunidade de atuar em equipe?

Lá vêm os 10 de novo … Não me lembro de ter atuado com dez parceiros, mas Álvaro Sampaio, Paulo César, Álvaro e Fernando Azevedo (nos tempos do ALFA), José Ricardo Almeida, Lourival Couto, Antonio Carlos Almeida (raríssimas vezes, nos tempos do Cota Mil) …

- Quais os dez melhores árbitros do futebol de mesa?

Seria bem mais interessante citar os “piores”, mas … José Pires, Benjamim Abaliac, José Ricardo Almeida, Luiz Cláudio (ele mesmo!!!), Rodrigo Caruso, entre outros …

26. Um sonho que você ainda não realizou no futebol de mesa?

Um “título em família” … Já foi tentado, mas não deu certo. Outro: descobrir o “elixir da longevidade”, para poder jogar mais uns 5, 6 anos sem babar na mesa …

27. Finalizando, deixe o seu recado ou impressões sobre o tema que preferir.

Que os mais novos e os nem tão novos assim não deixem “a peteca cair”, que se interessem mais pela organização dos torneios/campeonatos, na montagem de tabelas, no gerenciamento do “futmesa”, compondo diretorias ou colaborando de uma outra forma, a fim de desonerar um pouco aqueles que, vire e mexe, estão sempre à frente do movimento. Também quero, um dia, chegar e simplesmente indagar: onde e contra quem eu jogo?

criado por josericardo.almeida    18:04 — Arquivado em: Sem categoria

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