28.8.08
ENTREVISTA DO MÊS DE AGOSTO: SÉRGIO MOTTA (1)
01. Faça uma breve apresentação a seu respeito. Onde e quando nasceu? Onde e quando iniciou no futebol de mesa? Como aconteceu seu início na modalidade de três toques? Quais os tipos de regra que você já praticou? Qual a maior satisfação que o futebol de mesa lhe proporcionou?
Nasci em 03.06.1948 na famosa “metrópole” de Castro – PR, mas fui para Juiz de Fora – MG antes de completados dois anos de vida. Sou, portanto, um “paraneiro”. Comecei a jogar botão (na época, era botão mesmo) por volta dos 13, 14 anos de idade, utilizando dadinho, num “leva-leva” limitado a 8 ou 10 toques, não me lembro. Meu primeiro contato com a modalidade “3 toques” aconteceu em 1981, atraído que fui por um anúncio no jornal da Asbac, onde existia um movimento para difundir a prática do “futmesa” em Brasília. Quanto a maior satisfação, foi ter gostado de jogar, tanto que, aos trancos e barrancos (mais trancos, infelizmente), estou em atividade até hoje.
02. O que o levou a optar pelo futebol de mesa como modalidade esportiva, em detrimento de outro esporte?
Primeiramente, o fato de ter gostado do jogo, eis que você transfere para as mesas/campos as emoções de uma partida de futebol, meu esporte favorito. Em segundo lugar, a total inaptidão para outros esportes. Tentativas foram feitas, mas, realmente, era uma lástima, com cenas dignas de uma vídeocassetada …
03. O que representa o futebol de mesa para você? Quanto tempo de sua semana você dedica à prática do futebol de mesa? Sua família apóia você?
É o meu “hobby”. Jogar, pesquisar escalações, bolar artes de times (só entro com a idéia, a confecção fica por conta de quem entende), controlar minhas estatísticas, elaborar tabelas, tudo isso me dá prazer. Atualmente, dedico as terças-feiras e os sábados para a prática do “futmesa” (antes, era muito mais “fominha”). Acredito que há apoio da família (tempos atrás, eles até “incentivavam”, para me ver fora de casa, onde eu ficava “azucrinando” a vida deles).

CONCENTRAÇÃO DO MENGOLE
04. Qual o nome de seu time e o que o levou a esta escolha?
Inicialmente, era Mengol. Como, no início, marcava pouquíssimos gols, o que não mudou muito de lá pra cá, passou a ser Mengole, por motivos óbvios. A primeira escalação (mantida até hoje no time oficial) é de nomes de uísques, passando por cervejas, vodcas, coquetéis, etc.
05. Quais os botonistas que, ao longo de sua carreira, mais o incentivaram?
Foram vários, mas o que mais marcou foi Sérgio Netto, que me “ensinou a regra”, me induziu a fazer times, inclusive, deu a sugestão para o nome Mengol.
06. Quais mais o influenciaram e impressionaram?
Da mesma forma, vários, podendo citar Walter Morgado, José Ricardo Almeida, Antônio Carlos Almeida, Paulo Caruso, José Carlos Libório e, num papel mais destacado, pela quantidade de vezes em que nos defrontamos, um aprendendo com o outro, Álvaro Sampaio, parceiro de inúmeros campeonatos/ torneios pelo Brasil afora. Da turma mais afastada, geograficamente falando, o Vander e o Lourival, de BH, entre outros, impressionam pela precisão de suas jogadas.
07. Quais mais o decepcionaram?
Felizmente, poucos, de quem não vale a pena tecer comentários.
08. Em sua opinião, qual o tipo de time ideal, bainha, altura, diâmetro etc.?
Já utilizei botões de roupa (cera), tampas de relógios, casca de côco, botões produzidos por mim, utilizando plástico derretido, enfim, tudo o que se assemelhasse a um botão. Hoje, com a padronização que impera, uso “jogadores” (botão é coisa de maluco) de acrílico ou madrepérola, bainhas duplas, com a arte embutida (de preferência), com 5.9 cm de diâmetro e 3.8 mm de altura.
09. O futebol de mesa não se resume apenas aos títulos e troféus conquistados. Quais foram as suas maiores alegrias na carreira? E as maiores tristezas ou decepções?
Com referência a títulos, os dois de Campeão Brasileiro de Seniors, ambos disputados em Juiz de Fora – MG. A respeito de alegrias, as várias, inúmeras amizades conquistadas durante esses anos em que pratico o “futmesa”, além do fato de ter legado aos dois filhos o gosto pela prática deste esporte. Agora, só está faltando o neto aderir, mas tá difícil …
10. Qual a sua partida que você chamaria de inesquecível?
Existem algumas, como a final do primeiro título de Campeão Brasileiro de Seniors, contra o Benjamim Abaliac (afinal, foi o primeiro título de uma série de … poucos), mas de uma me lembro até hoje: na casa do Lourival Couto/Acadêmicos, no “Estádio de Marechal Hermes”, jogando contra o José Ricardo/Estrela Solitária … A partida terminou 5 x 4 para mim, que estreava um time novo (das cervejas), para espanto do Lourival. Foi uma das primeiras (e poucas) vezes em que consegui bater aquele adversário, com um golzinho no último chute!
11. Qual a sua pior partida, aquela que você não gostaria de lembrar?
Todas aquelas em que o idiota aqui apelou, quebrando botões (meus, não dos adversários), e fazendo outras coisas mais …
12. Descreva um fato pitoresco acontecido no futebol de mesa, dentro ou fora da mesa.
Difícil destacar um, mas, generalizando, quase todos os que envolvem o grande Roberto Pessôa (é com acento mesmo). Ainda temos que escrever um livreto com as suas “tiradas” … Sucesso garantido!
13. Existe uma conscientização generalizada em favor do "fair-play" nas competições esportivas. Apesar dos "quilômetros rodados", o que tira você do sério numa competição de futebol de mesa?
A “cara de pau” de alguns que, se você bobear, não acusam faltas e, quando questionados, se fazem de vítimas. Mesmo cientes das regras, fazem questão de não observá-las, achando que o adversário é trouxa.
14. Qual o clube de futebol de mesa mais organizado em que você já jogou?
Tempos atrás, tive uma passagem pelo Flama, que, em termos de organização, era bem legal. Atualmente, a AABB, onde estou há bastante tempo, está se revelando um clube organizado.
criado por josericardo.almeida
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Comentário por luiz claudio — 29.8.08 @ 8:10
Agradeço pelas citações. No fundo sei que você me qualifica entre os “Top 3″ do Brasil!!!!!
Comentário por Marcelo Caju — 1.9.08 @ 12:47
Bela reportagem e uma grata surpresa ver o humor do Sérgio Motta.Descobri esse blog quase por acaso e de hoje em diante fica na minha seção de “favoritos”.Assim acompanho o utebol em terras candangas onde tenho alguns colegas e outros “conhecidos” somente pelo nome.Volto aqui mais vezes com certeza.Abraços todos.Marcelo Caju - Porto Alegre RS