BOLINHA DE FELTRO

Blog dedicado ao futebol de mesa do Centro-Oeste

31.3.08

ENTREVISTA DO MÊS DE MARÇO: MARQUINHO (1ª parte)

 

O entrevistado do Bolinha de Feltro no mês de março é o botonista Marcos André Mendes Silva, mais conhecido por Marquinho, um dos mais novos técnicos da AABB-Brasília, “contratado” junto ao Clube Olympico, da Cidade Ocidental (GO).

BOLINHA DE FELTRO: Faça uma breve apresentação a seu respeito. Onde e quando nasceu? Onde e quando iniciou no futebol de mesa? Como aconteceu seu início na modalidade de três toques? Quais os tipos de regra que você já praticou? Qual a maior satisfação que o futebol de mesa lhe proporcionou?
MARQUINHO: Meu nome é Marcos André Mendes Silva. Nasci em Taguatinga (DF) no dia 5 de junho de 1971. Pratico o futebol de mesa desde a minha infância (jogava em um pedaço de porta com botões que comprava na feira, o goleiro era uma caixa de fósforo, com moedas dentro, encapado com papel camurça). Um dia um amigo meu (o Cristiano, irmão do Marcelo Silva - Titânico) foi lá em casa e me convidou para conhecer uma tal “federação”, onde as mesas eram enormes e os melhores botonistas jogavam lá. Chegando lá, fiquei encantado (amor à primeira vista). O que achei mais legal foram as traves de ferro, iguais ao de um campo de futebol.
Só joguei o famoso leva-leva e a regra 3 toques (a melhor que existe)

BOLINHA DE FELTRO: O que o levou a optar pelo futebol de mesa como modalidade esportiva, em detrimento de outro esporte?
MARQUINHO: O que me levou a escolher pelo futmesa (a regra 3 toques) foi quando eu ouvia meus amigos que já o praticavam contarem histórias incríveis de acontecimentos logo após seus retornos dos campeonatos brasileiros. Aí eu ficava louco para aprender o quanto antes, para viajar também. Como a maioria dos praticantes de futebol de mesa é fanática por futebol e todos nós temos nosso time do coração (o meu, por exemplo, é o Mengão) e o futebol de mesa nos dá o prazer de não só jogar com nosso time preferido, mas também com outros times de infinitas cores e países e inimagináveis escalações. Eu acho que a magia do futmesa é essa: além de ser um esporte de muito raciocínio, necessita de muita disciplina, empenho e técnica apurada.

BOLINHA DE FELTRO: O que representa o futebol de mesa para você? Quanto tempo de sua semana você dedica à prática do futebol de mesa? Sua família apóia você?
MARQUINHO: O futmesa é o meu esporte favorito, ele me faz esquecer os problemas do dia-a-dia. Atualmente jogo às terças e às vezes aos sábados. A Leiliane, minha mulher, não acha tão ruim. Acho que ela adotou aquela frase: “Se não puder vencer, junte-se a ele.”

BOLINHA DE FELTRO: Qual o nome de seu time e o que o levou a esta escolha?
MARQUINHO: Já tive vários nomes de times, mas resolvi adotar o nome GLADIADORES, pois cada jogo eu considero uma batalha e não há espaço para erros.

BOLINHA DE FELTRO: Quais os botonistas que, ao longo de sua carreira, mais o incentivaram?
MARQUINHO: Quem sempre me incentivou foi o William Dias.

BOLINHA DE FELTRO: Quais mais o influenciaram e impressionaram?
MARQUINHO: Na parte da influência, o William, Neto, Marcelo, Aécio e Paulo Aírton. Quem me impressionou foram Bruno, Sibélius, Vander e Lorival.

BOLINHA DE FELTRO: Quais mais o decepcionaram?
MARQUINHO: Existem pessoas que nos decepcionam por colocar questões pessoais à frente do movimento, mas essas pessoas só têm a perder e acabam se afastando naturalmente, pois não tem compromisso e nem responsabilidade para com o futmesa. É melhor não citar nomes.

BOLINHA DE FELTRO: Em sua opinião, qual o tipo de time ideal, bainha, altura, diâmetro etc.?
MARQUINHO: Acho que ninguém vai encontrar um time perfeito, e sim um que você se acostume e conheça suas qualidades e defeitos. Eu já joguei com vários tipos de time e aconselho a quem quiser que invista em apenas um time e treine com ele bastante para conhecê-lo bem como os grandes campeões.

BOLINHA DE FELTRO: O futebol de mesa não se resume apenas aos títulos e troféus conquistados. Quais foram as suas maiores alegrias na carreira? E as maiores tristezas ou decepções?
MARQUINHO: A maior alegria foi o grupo de amigos que consegui formar, pessoas nobres, de várias classes sociais, pessoas responsáveis, companheiras e que se empenham mutuamente em prol do nosso movimento. As tristezas foram as que eu conheci ao contrário dessas.

BOLINHA DE FELTRO: Qual a sua partida que você chamaria de inesquecível?
MARQUINHO: Eu sempre tive vontade de jogar com o Vander Felipe e, justamente nesse último Brasileiro Individual, apesar de ter perdido por 2 x 1, no último lance consegui chutar uma bola de muito longe no travessão, o que seria meu gol de empate. Mas, foi um jogo que eu considerei perfeito e digno de qualquer final se assim tivesse sido.

BOLINHA DE FELTRO: Qual a sua pior partida, aquela que você não gostaria de lembrar?
MARQUINHO: Não tive nenhuma partida tão terrível assim. Só fico chateado quando você joga e tudo o que você faz dá completamente errado. Você não acerta os passes, a bola nunca para onde você quer, você fica louco para o jogo terminar para começar outro.

BOLINHA DE FELTRO: Descreva um fato pitoresco presenciado por você acontecido no futebol de mesa, dentro ou fora da mesa.
MARQUINHO: Foi quando fui ao meu primeiro Brasileiro Individual. Fui eu e alguns amigos da Ocidental. Numa das partidas desse campeonato, meu amigo Didi gritou umas dez vezes o nome “camisinha furada” e eu pensei: “o Didi deve estar dando uma goleada daquelas”. Quando acabou a rodada fomos perguntar o placar para ele, e o “mané” falou que perdeu de 7 x 0, e só não tomou mais por causa do seu grande goleiro “Camisinha Furada”.

criado por josericardo.almeida    9:46 — Arquivado em: Sem categoria

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