13.2.08
ANÁLISE TÁTICA Nº 5
Assim como vínhamos fazendo no boletim BOLA DE FELTRO, tentaremos - pelo menos uma vez por quinzena - disponibilizar para os nossos leitores as análises táticas do Rodrigo Caruso, o Digão. A seguir, sua quinta colaboração.
O principal objetivo desta coluna é transmitir algumas noções táticas para o jogador iniciante. Eu mesmo senti muita falta de um botonista mais experiente para orientar meu jogo e, como todos que sobrevivem, tive que aprender levando surras na mesa. Apesar de ainda me encontrar longe de ser um jogador completo, acredito que alguma coisa eu possa ensinar ao novato.
Se o jogador mais atento reparar, logo perceberá que nossa regra, dada sua precisão cirúrgica, se pauta mais pelos erros do que pelos acertos. Excetuando-se alguns poucos botonistas virtuosos, que têm capacidade de criar jogadas do nada, em geral os gols do futmesa nascem mais de erros de quem está sendo atacado do que de acertos de quem está atacando. Ainda que a armação do chute a gol em si tenha sido uma boa jogada, no nascedouro desse chute fatalmente houve um erro do adversário que possibilitasse o surgimento desse perigo de gol. Por isso, para ser um jogador competitivo e acima da média, o botonista não necessita fazer jogadas geniais, passes difíceis e lances arriscados. Necessita apenas minimizar seus erros e sempre medir a conseqüência de suas jogadas. Está certo que ao jogar para não errar em vez de jogar para acertar você estará incorrendo em outro erro, que é limitar seu jogo e torná-lo passivo. Então o ideal é você ter sempre esse cálculo em mente: quando compensa arriscar mais e jogar para acertar e quando é preferível simplesmente jogar para não errar. Um exemplo claro disso é uma entrada mais difícil para tentar tirar uma bola relativamente protegida e essa entrada resulta em falta. Se, em vez de entrar, você apenas aproximar, estará jogando para não errar e dando ao adversário uma chance de errar na jogada seguinte. Quem disse que ele conseguirá dar o passe e armar um chute de frente na seqüência da jogada? Muitas vezes a bola corre torta e o chute não é tão bom, quanto o da falta, e em outras oportunidades a bola espirra e nem chutar a gol ele consegue!
Até a próxima,
Digão.
criado por josericardo.almeida
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