BOLINHA DE FELTRO

Blog dedicado ao futebol de mesa do Centro-Oeste

27.2.08

JOSÉ RICARDO ALMEIDA LIDERA RANKING 2008

Após a realização de dois Challengers, eis como se encontra o Ranking 2008 da Federação Brasiliense de Futebol de Mesa:

 

C — TÉCNICOS — TOTAL DE PONTOS

1º — JOSÉ RICARDO ALMEIDA — 38
2º — RODRIGO CARUSO — 35
3º — LUCIANO SAMPAIO — 28
4º — TARCÍZIO DINOÁ JUNIOR — 26
5º — ANTÔNIO CARLOS ALMEIDA — 26
6º — RODRIGO GUIMARÃES — 24
7º — MARCELO PORTO — 24
8º — ADOLPHO PARENTE — 21
9º — LEONARDO BRANDÃO — 20
10º — LUCAS PORTO — 19
11º — PAULO CÉSAR FARIA — 19
12º — ROBERTO PESSOA — 18
13º — LUIZ CLÁUDIO CARUSO — 15
14º — PAULO CARUSO — 13
15º — MARCUS AMORIM — 13
16º — RICARDO MOTTA — 12
17º — MAURO MOURA — 12
18º — MARCOS MENDES — 11
19º — SÉRGIO MOTTA — 10
20º — ALCIDES FIGUEIRA FILHO — 5
21º — PAULO ROBERTO HOLANDA — 5
22º — ANTÔNIO CARLOS PIMENTEL — 3
23º — PEDRO THUIN — 2
24º — DONISETE MEDEIROS — 1
25º — EDUARDO ALMEIDA — 1
26º — WAWÁ MARTINS — 1

criado por josericardo.almeida    9:32 — Arquivado em: Sem categoria

JUVENTUS VENCE 2º TORNEIO “MULAMBO”

Apenas quatro técnicos disputaram a segunda edição do Torneio “Mulambo”, sendo que dois deles não participaram do 2º Challenger: Alcides Figueira Filho (Oscar) e Eduardo Almeida (Juventus). Os outros dois foram Roberto Pessoa (Napoli) e Sérgio Motta (Mengole).
No sistema “todos contra todos”, Eduardo sagrou-se campeão ao vencer dois jogos e empatar um. Roberto Pessoa foi o vice-campeão, Sérgio Motta ficou com a terceira colocação e Alcides com a última posição.

criado por josericardo.almeida    9:09 — Arquivado em: Sem categoria

2º CHALLENGER É DO VERDÃO

 

 

O segundo Challenger de 2008 foi realizado nos dias 23 e 26 de fevereiro e contou com a participação de 18 técnicos que, na primeira fase, foram divididos em seis grupos, a saber:
A – Mauro Moura (Capibaribe), Paulo César Faria (Amigos) e Tarcízio Dinoá Junior (Centenário);
B – Adolpho Parente (Cavalo de Tróia), Paulo Roberto Holanda (Leão do Norte) e Rodrigo Guimarães (RMG);
C – Donisete Medeiros (Távola), Lucas Porto (Independente) e Rodrigo Caruso (Meninos da Vila);
D – José Ricardo Almeida (Estrela Solitária), Marcelo Porto (Araçatuba) e Walmir Martins (Máquina Tricolor);
E – Luciano Sampaio (Sampa), Marcus Amorim (Manto Sagrado) e Roberto Pessoa (Napoli); e
F – Antônio Carlos Almeida (Verdão), Luiz Cláudio Caruso (Triturador) e Sérgio Motta (Mengole).
Classificaram-se, automaticamente, os primeiros colocados de cada grupo: Paulo César Faria, Adolpho Parente, Rodrigo Caruso, José Ricardo Almeida, Luciano Sampaio e Antônio Carlos Almeida. Além disso, conforme previa o regulamento, também passavam para a segunda fase os dois melhores segundos colocados: Luiz Cláudio Caruso e Marcus Amorim.
Na segunda fase, os oito qualificados foram divididos em dois novos grupos, assim integrados: G – Adolpho Parente, Luiz Cláudio Caruso, Paulo César Faria e Rodrigo Caruso, e H – Antônio Carlos Almeida, José Ricardo Almeida, Luciano Sampaio e Marcus Amorim.
No grupo G, os irmãos Caruso, Rodrigo e Luiz Cláudio, empataram na primeira colocação, ambos com cinco pontos ganhos. O critério de desempate “melhor saldo de gols” definiu Rodrigo como o classificado para a final.
No outro grupo, o H, Antônio Carlos Almeida venceu os três jogos que disputou, também qualificando-se para decidir o torneio.
Na final, em jogo bastante equilibrado, o Verdão, de Antônio Carlos, marcou 1 x 0 e sagrou-se campeão. Na decisão do terceiro lugar, Luiz Cláudio e José Ricardo empataram em 2 x 2, resultado que favoreceu este último. Paulo César fez 4 x 1 no Marcus Amorim e ficou com a quinta colocação. Adolpho e Luciano não saíram do 0 x 0 na decisão do 7º lugar, posição que ficou com Adolpho, por ter melhor campanha na fase anterior.
O destaque desse segundo Challenger foi a boa participação de Marcus Amorim, ficando com a sexta colocação no geral.
O próximo Challenger, o 3º, será disputado nos dias 4 e 11 de março próximos.

criado por josericardo.almeida    9:06 — Arquivado em: Sem categoria

21.2.08

NOVOS CRITÉRIOS PARA O RANKING 2008

Segundo determinação da Diretoria Técnica da Federação Brasiliense de Futebol de Mesa, será utilizada uma nova pontuação para o Ranking 2008.
Buscando uma maior competitividade entre os participantes e entendendo que esse fator motivacional poderá ser obtido com uma pontuação sempre baseada no número de participantes e na menor diferença entre os pontos a serem obtidos, definiu o seguinte:

CHALLENGERS:

Dependerá sempre do número de participantes. O CAMPEÃO terá um ponto a mais do que o número de participantes, o VICE-CAMPEÃO com um ponto a menos e os demais em ordem decrescente, até 1.
Exemplo: no caso do primeiro Challenger, em que 21 técnicos tomaram parte, o campeão levou 22 pontos, o vice-campeão 20, o terceiro colocado 19 e o 21º um ponto.

MASTERS SERIES:

Apenas a Série Ouro será promovida em 2008. Infelizmente, no ano passado, não houve esforço para valorizar a Série Prata. Aumentaremos de 8 para 12 o número de participantes (os doze primeiros colocados apurados depois de cinco Challengers) e acabaremos com a Série Prata.
Diferentemente do ano passado, os doze técnicos serão divididos em dois grupos, cada um com seis integrantes, de onde se classificarão para o cruzamento nas semifinais, o 1º e 2º colocado. Os vencedores desses cruzamentos, decidirão o título.
A pontuação difere um pouco do Challenger, passando a ser de dois pontos a diferença entre os participantes, com um ponto de bonificação ao campeão. Assim ficará:

1º - 25
2º - 22
3º - 20
4º - 18
5º - 16
6º - 14
7º - 12
8º - 10
9º - 8
10º - 6
11º - 4
12º - 2

COPA DF e FEDERATION CUP:

Torneios que possuem o mesmo “status” e estão num nível acima dos Challengers e Masters Series, o critério adotado será a pontuação de três pontos de diferença nas quatro primeiras colocações e um ponto nas demais, até 1. Como exemplo e entendendo que 22 técnicos se inscreveram nas competições, teríamos um quadro assim:

1º - 30
2º - 27
3º - 24
4º - 21
5º - 18
6º - 17
7º - 16
8º - 15
9º - 14
10º - 13
11º - 12
12º - 11
13º - 10
14º - 9
15º - 8
16º - 7
17º - 6
18º - 5
19º - 4
20º - 3
21º - 2
22º - 1

TAÇA BRASÍLIA

Trata-se de nossa maior competição e, portanto, devemos procurar sempre valorizá-la, sem perder de vista a competitividade na pontuação. Será a única competição com duas divisões, Ouro e Prata, ambas em dois turnos.
Será mantido o mesmo número de 12 participantes na Série Ouro (os doze primeiros colocados do Ranking à época) e aberta a participação na Série Prata. A pontuação será a seguinte, tomando como base para o exemplo doze participantes também na Série Prata):

 

OURO

1º - 40
2º - 35
3º - 30
4º - 25
5º - 20
6º - 19
7º - 18
8º - 17
9º - 16
10º - 15
11º - 14
12º - 13

 

PRATA

1º - 12
2º - 11
3º - 10
4º - 9
5º - 8
6º - 7
7º - 6
8º - 5
9º - 4
10º - 3
11º - 2
12º - 1

Ou seja, foram cinco pontos de diferença entre os cinco primeiros colocados na Série Ouro e um ponto daí em diante até o 12º. O campeão da Prata terá um ponto a menos que o último colocado da Ouro e todos terão um ponto de diferença entre as colocações.

COPA DOS CAMPEÕES 

A pontuação será igual ao Masters Series.

criado por josericardo.almeida    10:16 — Arquivado em: Sem categoria

TRITURADOR E AMIGOS DECIDIRÃO O 1º TORNEIO MULAMBO

Também no dia 19 de fevereiro último, nove técnicos, alguns que não conseguiram classificação para a segunda fase do Challenger e outros que não participaram dele, disputaram a primeira edição do Torneio “Mulambo” (*).
(*) Está na Wikipedia:
MULAMBO: do popular, mal vestido; aquele que anda com trajes sujo, velho, rasgado, furado, amassado e/ou mal passado, desalinhado, e com cabelo de quem acabou de acordar.
"Estilo mulambo" - chinelo, camiseta branca amassada, short com cadarço para fora, cabelo despenteado.
Ou seja, segundo definição dos próprios participantes desse primeiro torneio, vai reunir sempre a “mulambada”, aqueles que ficarem de fora das segundas fases dos Challengers e quiserem aparecer para bater uma bola na AABB.
Voltando ao torneio, os nove técnicos foram assim divididos:
Grupo A – Luiz Cláudio Caruso (Triturador), Antônio Carlos Almeida (Verdão) e Sérgio Motta (Mengole);
Grupo B – Ricardo Motta (Camisa 12), Marcos Mendes (Gladiadores) e Wawá Martins (Máquina Tricolor); e
Grupo C – Adolpho Parente (Cavalo de Tróia), Alcides Figueira (Oscar) e Paulo César Faria (Amigos).
Segundo determinava o regulamento (pois é, o torneio tem isso também!!!), classificavam-se para a segunda fase (semifinal) os primeiros colocados de cada grupo (respectivamente: Luiz Cláudio Caruso, Ricardo Motta e Paulo César Faria) e o segundo melhor colocado (Adolpho Parente).
Nas semifinais, o Triturador venceu o Cavalo de Tróia por 3 x 0 e Amigos e Camisa 12 empataram em 1 x 1, resultado que favoreceu o Amigos, por ter melhor campanha.
A final, entre Triturador e Amigos, está marcada para as 9 horas do próximo sábado, dia 23 de fevereiro.

criado por josericardo.almeida    9:49 — Arquivado em: Sem categoria

ESTRELA SOLITÁRIA VENCE 1º CHALLENGER DE 2008

Nos dias 12 e 19 de fevereiro foi disputado o primeiro torneio oficial da Federação Brasiliense de Futebol de Mesa em 2008, o 1º Challenger. O torneio contou com a presença de 21 técnicos que, na primeira fase (disputada no dia 12), foram divididos em sete grupos, a saber:
A – Antônio Carlos Pimentel (Vidigal), Ricardo Motta (Camisa 12) e Tarcízio Dinoá Jr. (Centenário). O classificado para a segunda fase foi o Centenário.
B – Adolpho Parente (Cavalo de Tróia), Mauro Moura (Capibaribe) e Rodrigo Guimarães (RMG). Classificado: RMG.
C – Leonardo Brandão (Garra Tricolor), Pedro Thuin (Os Miseráveis) e Roberto Pessoa (Napoli). Classificado: Garra Tricolor. Deste grupo também saiu o segundo melhor colocado, o Napoli.
D – Alcides Figueira Filho (Oscar), Marcelo Porto (Araçatuba) e Sérgio Motta (Mengole). Classificado: Araçatuba.
E – Donisete Medeiros (Távola), Luciano Sampaio (Sampa) e Paulo Caruso (Santos). Classificado: Sampa.
F – Antônio Carlos Almeida (Verdão), José Ricardo Almeida (Estrela Solitária) e Lucas Porto (Independente). Classificado: Estrela Solitária.
G – Marcos Mendes (Gladiadores), Paulo César Faria (Amigos) e Rodrigo Caruso (Meninos da Vila). Classificado: Meninos da Vila.
Assim ficaram as composições dos grupos da Segunda Fase, realizada no dia 19 de fevereiro:
H – Tarcízio Dinoá Junior (Centenário), Rodrigo Guimarães (RMG), Leonardo Brandão (Garra Tricolor) e Marcelo Porto (Araçatuba); e
I – Luciano Sampaio (Sampa), José Ricardo Almeida (Estrela Solitária), Rodrigo Caruso (Meninos da Vila) e Roberto Pessoa (Napoli) – este classificado como o melhor entre os segundos colocados.
No grupo H, o primeiro colocado foi Leonardo, com três vitórias nos jogos que realizou, seguido de Tarcízio, Rodrigo Guimarães e Marcelo Porto.
Já o Grupo I, foi vencido por José Ricardo Almeida, também com três vitórias. Rodrigo Caruso ficou em segundo, Luciano em terceiro e Roberto Pessoa em quarto.
Na decisão do torneio, José Ricardo Almeida venceu Leonardo Brandão, por 2 x 0, sagrando-se campeão do 1º Challenger de 2008. Na disputa do 3º lugar, Tarcízio derrotou Rodrigo Caruso por 3 x 1. Luciano Sampaio ficou com a quinta colocação, ao empatar em 0 x 0 com Rodrigo Guimarães; ele tinha melhor campanha. Roberto Pessoa levou a melhor sobre Marcelo Porto, por 2 x 1, e ficou com o 7º lugar.
Vários foram os destaques desse primeiro torneio oficial de 2008. Uma delas, a participação dos ex-técnicos do Olympico, da Cidade Ocidental (GO), Leonardo Brandão (com brilhante campanha, chegou ao vice-campeonato) e Marcos Mendes, agora fazendo parte do quadro de associados da AABB-Brasília. A outra, o retorno às mesas de Luciano Sampaio, filho de Álvaro Sampaio. Alcides Figueira também disputou seu primeiro Challenger, ele que no ano passado mudou-se de São José do Rio Preto (SP) para Brasília, e só chegou a tempo de disputar a Série Prata da Taça Brasília. Também foi a estréia do Camisa 12, novo time de Ricardo Motta, que não jogará mais com o TJF. Por último, a campanha de Rodrigo Guimarães (RMG), primeiro colocado num grupo onde estavam dois grandes botonistas: Adolpho Parente e Mauro Moura.
O segundo Challenger de 2008 será realizado nos próximos dias 23 (sábado) e 26 (terça-feira).

criado por josericardo.almeida    9:26 — Arquivado em: Sem categoria

18.2.08

OS ESQUADRÕES DE BRASÍLIA: Centenário

 

Por Tarcízio Dinoá Junior, o técnico do Centenário

 

O CENTENÁRIO FUTEBOL DE MESA nasceu em Brasília, no dia 12 de novembro de 1995. Seu nome se deve ao fato de naquele ano o Flamengo estar comemorando o seu Centenário de fundação. Como não podia deixar de ser, e por pura questão de bom gosto, as cores do Centenário são o vermelho e preto. A idéia original era que o clube só tivesse times que fossem completando seus centenários de fundação, a começar pelo rubro-negro carioca. E assim surgiram o Ajax, Barcelona, Real Madrid e outros. Mas com o tempo, a idéia se desvirtuou um pouco e outras agremiações já tiveram a honra de representar o rubro-negro do cerrado, a saber: Milan, Botafogo, Palmeiras, Santos, Chelsea, Lazio, Bayern Munich, Gama, Seleção Brasileira, Seleção Argentina e vários outros.
O Departamento de Estatística do Centenário, que tem registrada a súmula de todos os seus jogos, informa que nestes 12 anos e meio foram 51 times diferentes, com destaque para os treze "Flamengos".
Falando no "Mais Querido", o único representante que teve sucesso foi justamente o primeiro de todos: um time vermelho comprado junto ao Lourival, de São Paulo, com o escudo do Mengão em serigrafia preto e branco (tenho esse time até hoje), que venceu a terceira e a segunda divisões da Taça Brasília (1995 e 1997).
As outras grandes conquistas do Centenário foram o tricampeonato da primeira divisão da Taça Brasília (2003, 2006 e 2007), os dois brasilienses interclubes (2006, 2007) e a Copa Centro-Oeste de 2005. Além disso, a "urubuzada" se orgulha de dois ranking anuais (2002 e 2007), de duas Copas dos Campeões (2005 e 2007), de uma Copa DF, quatro Masters Series e vinte Challengers. Foram assim, nestes mais de doze anos, 2.157 partidas, com 1.221 vitórias (56,61%), 418 empates (19,38%) e 518 derrotas (24,01%). Foram marcados 4.792 gols e sofridos 2.765.
Foram momentos muito bons junto com os amigos que tenho em Brasília. Vitórias inesquecíveis e derrotas implacáveis também. Fico feliz pelo Centenário não ter nenhuma "rivalidade" no sentido estrito da palavra, mas apenas grandes adversários colecionados ao longo deste período. Seria bobeira citá-los, uma vez que teria de relacionar pelo menos uns quinze técnicos aqui.
Só não posso deixar de lembrar dos meus incentivadores (minha família, meus pais) e da minha torcida, que até pede autógrafo quando me encontra (Inimá Júnior).

criado por josericardo.almeida    23:34 — Arquivado em: Sem categoria

ENTREVISTA COM ADOLPHO PARENTE (2ª parte)

BOLINHA DE FELTRO: Qual o nome de seu time e o que o levou a esta escolha?

ADOLPHO: Meu time se chama Cavalo de Tróia, pela inteligência que foi utilizado pelos gregos para se infiltrar e derrotar uma das maiores defesas da história, demonstrando que as vezes força não adianta.

BOLINHA DE FELTRO: O que representa o futebol de mesa para você? Quanto tempo de sua semana (dias, horas) você dedica ao futebol de mesa?

ADOLPHO: Futebol de mesa representa para mim uma paixão, um esporte, um hobby. É onde sempre quero estar com meus amigos desfrutando de um bom jogo. Atualmente dedico no mínimo dois dias por semana para o esporte.

BOLINHA DE FELTRO: Existe uma conscientização generalizada em favor do “fair-play” nas competições. Qual o comportamento ideal do botonista?

ADOLPHO: O comportamento ideal de um botonista é ser sincero, honesto e acima de tudo lembrar que seu adversário é, na maioria das vezes, um grande amigo.

BOLINHA DE FELTRO: O futebol de mesa não se resume apenas aos títulos e troféus conquistados. Quais foram as suas maiores alegrias na carreira? E as maiores tristezas ou decepções?

ADOLPHO: Com certeza a maior alegria que o futebol de mesa me trouxe foi o grupo de amigos de que tenho a honra de participar. E é imensurável o tanto de alegrias que eles me proporcionam, seja na mesa de botão, na mesa do boteco ou fora delas.

BOLINHA DE FELTRO: Atualmente você ocupa cargo de direção em algum clube, associação, federação ou confederação?

ADOLPHO: Atualmente faço parte da Diretoria Técnica da Federação Brasiliense de Futebol de Mesa.

BOLINHA DE FELTRO: Cite um grande dirigente do futebol de mesa no Brasil e justifique sua escolha.

ADOLPHO: Com certeza o maior dirigente que já vi é o José Ricardo Almeida, que há anos dedica muito do seu tempo e intelecto ao nosso esporte, sempre tentando de alguma forma melhorar todos os aspectos em busca da perfeição.

BOLINHA DE FELTRO: Qual a competição mais organizada de que você tomou parte?

ADOLPHO: A competição mais organizada de que tomei parte foi a Copa Centro Oeste de 2007. Achei fantástica a idéia do placar utilizado.

BOLINHA DE FELTRO: Qual o melhor árbitro de futebol de mesa na regra de três toques?

ADOLPHO: Arbitragem é sempre um negócio difícil de se comentar e, principalmente neste ponto, acho que ninguém é perfeito. Mas, para mim o melhor árbitro de futebol de mesa na regra três toques é o Antonio Carlos Almeida.

BOLINHA DE FELTRO: Qual a sua partida que você chamaria de inesquecível?

ADOLPHO: A minha partida inesquecível foi contra o Eduardo Almeida no último Masters Series do ano passado. Fui para o jogo precisando ganhar para ser campeão do meu primeiro e único título individual contra um adversário tecnicamente muito melhor. Consegui, graças a Deus, vencer. Nunca vou me esquecer desta partida pois eu suava exageradamente ao ponto de ter que enxugar a mão sempre que fosse palhetar. Foi um sonho se tornou realidade: consegui vencer um torneio individual com os melhores.

BOLINHA DE FELTRO: Qual a sua pior partida, aquela que você não gostaria de lembrar?

ADOLPHO: Pior partida ou piores partidas são aquelas em que você faz tudo certo, arma várias jogadas mas a bola teima em não entrar. Essas realmente me deixam muito triste.

BOLINHA DE FELTRO: Qual seria sua mensagem para um jogador que queira se transformar num vitorioso.

ADOLPHO: A minha mensagem para um jogador que queira se tornar um vitorioso é a que tento seguir todos os dias, ou seja, “O único lugar onde o sucesso vem na frente do trabalho é no dicionário” sendo assim o caminho no nosso esporte é treino, treino, treino e mais treino.

BOLINHA DE FELTRO: Quais são seus planos para o futuro?

ADOLPHO: Tenho como plano futuro ser campeão da Taça Brasília e dos Campeonatos Brasileiros.

BOLINHA DE FELTRO: Finalizando, deixe o seu recado ou impressões sobre o tema que preferir.

ADOLPHO: Meu recado para todos os botonistas do Brasil é que não se preocupem unicamente em colocar o time na mesa, façam um pequeno esforço para tentar ajudar o movimento. Seja ajudando alguém a aprender a regra ou ajudando na organização, conservação ou melhora de algum clube. Se todos ajudarmos um pouquinho, o que já é bom vai ficar ainda melhor.

criado por josericardo.almeida    23:14 — Arquivado em: Sem categoria

ENTREVISTA COM ADOLPHO PARENTE (1ª parte)

 

O entrevistado da segunda quinzena de fevereiro é o Adolpho Parente, técnico do Cavalo de Tróia, uma das maiores revelações do futebol de mesa brasiliense nos últimos anos (por problemas técnicos do blog - o texto longo demais excede a cota - estamos postando em duas partes).

BOLINHA DE FELTRO: Fale um pouco de você, onde e quando nasceu… onde e quando iniciou no futebol de mesa. Como aconteceu seu início na modalidade de três toques? Teve passagens por outras agremiações? Onde joga atualmente?

ADOLPHO: Meu nome é Adolpho de Thuin Parente, nasci em Brasília – DF, em 13 de agosto de 1981. Quando pequeno assistia muito meu pai (Márcio Garcia Parente) jogando futebol de mesa com alguns familiares e até tentava jogar também. Meu pai se mudou para Goiânia e fiquei muitos anos sem ter contato com o futebol de mesa. Quando isto voltou a acontecer, comecei a jogar no “leva-leva”, com os amigos de quadra. Os botões eram de galalite e a bola uma peça do jogo War. Mudei de quadra, muitos anos se passaram, quando, num belo dia (véspera do Dia dos Pais) fui a Só Tricolor comprar um presente para o meu pai, que é Fluminense doente e me deparei com times de futebol de botão da regra 3 toques para venda. Me interessei e fui informado que o pessoal se reunia na AABB, clube que eu era sócio. De imediato me dirigi ao referido clube onde encontrei Sergio Motta, Domingos e mais alguém que não me recordo agora. Isto se deu em agosto de 2005 e desde então tenho freqüentado assiduamente este grupo maravilhoso.

BOLINHA DE FELTRO: O que o levou a optar pelo futebol de mesa como seu hobby ou mesmo modalidade esportiva?

ADOLPHO: O que me levou a optar pelo futebol de mesa inicialmente como hobby foi a paixão de criança pelos craques imaginários. Lembro-me até hoje do meu atacante “Black Power”, do meu time de criança, e quantas alegrias ele me dava; ver Romário e Pelé jogando juntos, Cruyff e Beckenbauer no mesmo time e até os quatro juntos são coisas que fomentam a minha imaginação e a paixão pelo esporte. Nos dias de hoje, depois de vários problemas em meu joelho por conta do futebol, me aposentei dos campos e passei para as mesas, onde posso continuar marcando meus gols. Desta forma hoje o futebol de mesa para mim é sem dúvida uma modalidade esportiva.

BOLINHA DE FELTRO: Quais os tipos de regras que você já praticou, antes de conhecer a regra de três toques?

ADOLPHO: Antes de conhecer realmente a regra 3 toques, só tinha jogado “leva-leva”, quando criança, nos famosos Estrelões.

BOLINHA DE FELTRO: Quais as maiores qualidades da regra de três toques? E os defeitos?

ADOLPHO: Na regra 3 toques, jogador só com habilidade não vai muito longe. É uma regra que exige muito do raciocínio, o que a difere das demais. Para mim esta é a maior qualidade, combinar habilidade e raciocínio de forma que um sem o outro não resultam em bons resultados.
Os defeitos da regra são a sua complexidade, a má redação do texto e principalmente suas exceções. Existem pontos da regra 3 toques que depois de vinte anos de sua criação ainda são polêmicos, se baseando mais em costumes do que na literalidade do texto.

BOLINHA DE FELTRO: Como vê o atual momento do futebol de mesa brasiliense e quais suas sugestões ou expectativas em relação ao esporte como um todo?

ADOLPHO: Brasília hoje vive um excelente momento, os torneios aqui organizados cada dia contam com mais participantes. Hoje é a cidade que mais capta iniciantes em todo o Brasil, o que permite que o movimento se fortifique e os torneios fiquem cada vez melhores. Além disso, Brasília possui a grande qualidade de unir a experiência e técnica dos mais antigos com a gana e vontade dos mais novos, o que nos permite estar melhorando a cada dia.
Minha expectativa é que o movimento se fortaleça cada vez mais, para que eu possa, assim como os mais antigos, desfrutar desse esporte enquanto o meu corpo agüentar. Como sugestão vai a mudança na regra de dois para três o tempo todo.

BOLINHA DE FELTRO: Quais os botonistas que, ao longo de sua carreira: mais o incentivaram? Mais o influenciaram? Mais o impressionaram? Mais o decepcionaram?

ADOLPHO: Esta pergunta para mim é a mais difícil, pois sou um felizardo em possuir vários professores e mestres.
O meu maior incentivador, sem dúvida nenhuma, foi o Sérgio Motta, com a sua “fominhagem”.
Os que mais me influenciaram foram: Paulo Caruso e Paulo César abrindo a minha cabeça para uma visão do esporte a nível nacional.
Acho que por ser novo no esporte muita coisa me impressiona, seja pela armação de jogadas, seja pela defesa ou pelo chute a gol, mas tentarei descrever os que mais me marcaram. Paulo Caruso (Carusão), me impressiona até hoje pelo fato de quase não poder jogar e, quando joga, ser extraordinariamente competitivo. Seu raciocínio de jogo é impecável e seu chute de longa distância impressionante. Tarcízio Dinoá Junior, principalmente pela sua defesa, que é a melhor que já vi até hoje. Thiago Stephan, de Juiz de Fora, pela beleza de seu jogo e criatividade nas jogadas.
José Ricardo Almeida, pela frieza e confiança que possui.
Quanto aos que mais me decepcionaram é difícil de falar, mas acredito que a maior decepção que tive foi o abandono das mesas pelo amigo e rival Léo Penna.

criado por josericardo.almeida    23:12 — Arquivado em: Sem categoria

14.2.08

TERMINA A PRIMEIRA FASE DO 1º CHALLENGER

Conforme era esperado, foi grande o número de técnicos que compareceram a AABB para disputar o 1º Challenger de 2008 no último dia 12 de fevereiro. No total: 21. Até poderíamos chegar a um número maior, eis que alguns botonistas assíduos, tais como Eduardo Almeida, Luiz Cláudio Caruso, Paulo Roberto Holanda e Wawá Martins não puderam comparecer. Quem também esteve por lá, mas já tinha um compromisso com o futebol de campo, foi o Inimá Valente Junior.
A noite foi cheia de atrações. Uma delas, a participação dos ex-técnicos do Olympico, da Cidade Ocidental (GO), Leonardo Brandão e Marcos Mendes, agora fazendo parte do quadro de associados da AABB-Brasília. A outra, o retorno às mesas de Luciano Sampaio, filho de Álvaro Sampaio. Alcides Figueira Filho também disputou seu primeiro Challenger, ele que no ano passado mudou-se de São José do Rio Preto (SP) para Brasília, e só chegou a tempo de disputar a Série Prata da Taça Brasília. Também foi a estréia do Camisa 12, novo time de Ricardo Motta, que não jogará mais com o TJF. Por último, a campanha de Rodrigo Guimarães (RMG), primeiro colocado num grupo onde estavam dois grandes botonistas: Adolpho Parente e Mauro Moura.
Os vinte e um técnicos foram sorteados e integraram os seguintes grupos (de onde se classificavam para a segunda fase os primeiros colocados, automaticamente, e o segundo melhor colocado entre todos os grupos):
A – Antônio Carlos Pimentel (Vidigal), Ricardo Motta (Camisa 12) e Tarcízio Dinoá Jr. (Centenário). O classificado para a segunda fase foi o Centenário.
B – Adolpho Parente (Cavalo de Tróia), Mauro Moura (Capibaribe) e Rodrigo Guimarães (RMG). Classificado: RMG.
C – Leonardo Brandão (Garra Tricolor), Pedro Thuin (Os Miseráveis) e Roberto Pessoa (Napoli). Classificado: Garra Tricolor. Deste grupo também saiu o segundo melhor colocado, o Napoli.
D – Alcides Figueira Filho (Oscar), Marcelo Porto (Araçatuba) e Sérgio Motta (Mengole). Classificado: Araçatuba.
E – Donisete Medeiros (Távola), Luciano Sampaio (Sampa) e Paulo Caruso (Santos). Classificado: Sampa.
F – Antônio Carlos Almeida (Verdão), José Ricardo Almeida (Estrela Solitária) e Lucas Porto (Independente). Classificado: Estrela Solitária.
G – Marcos Mendes (Gladiadores), Paulo César Faria (Amigos) e Rodrigo Caruso (Meninos da Vila). Classificado: Meninos da Vila.
Assim ficaram as composições dos grupos da Segunda Fase, a ser disputada no próximo dia 19 de fevereiro:

H – Centenário, RMG, Garra Tricolor e Araçatuba;
I – Sampa, Estrela Solitária, Meninos da Vila e Napoli.

Os vencedores desses grupos decidirão quem será o campeão do 1º Challenger de 2008.

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